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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Agora é a hora: Juventude do PT pelo meio ambiente!

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Marccella Berte

No ultimo final de semana - 24 e 25 de julho - em Brasília, aconteceu a primeira reunião do Conselho Político da Juventude do PT junto com o planejamento da Campanha “A hora é agora!” - lançada pela JPT no último congresso da UNE. E agora é hora de quê mesmo?

É nesta primeira campanha que a JPT vai mobilizar os jovens petistas para o processo eleitoral do próximo ano, onde um dos maiores desafios é afirmar um bom programa ambiental e de desenvolvimento de longo-prazo para o país. Mas a campanha da JPT quer, principalmente, mobilizar os jovens para disputar as mudanças estruturais na forma como se organiza a sociedade, atingir com atitude a raiz dos problemas que afetam a juventude e a forma e a ética de se fazer política.

A campanha tem como eixos principais: educação, trabalho, cultura e segurança. Ainda não foi dessa vez que o tema da preservação ambiental foi afirmado como central nas ações da juventude do PT. No entanto a campanha pode ser mobilizada tendo esse tema como transversal.

O momento histórico que vivemos marcado pela profunda crise do modelo capitalista apresenta a perspectiva da formação de sujeitos políticos jovens comprometidos com o projeto de nova sociedade, mais justa, mais fraterna e mais responsável com a vida e o planeta.

Qualquer alternativa ao neoliberalismo deve surgir como um movimento de contra hegemonia que tem na atuação da juventude um protagonismo onde nasce uma nova cultura de solidariedade com a vida desta e das próximas gerações.

Em 2010 o PT deve lançar Dilma presidente amparada nos dois mandatos do companheiro Lula e no projeto e programa do Partido dos Trabalhadores. É necessários que este projeto – ainda e em permanente construção - responda perguntas cruciais sobre como garantir a participação, o empoderamento daqueles que estão na periferia do sistema promovendo modelos de desenvolvimento comprometidos com a sustentabilidade.

A campanha da JPT, nessa perspectiva, deve buscar na cultura popular inspiração para novas formas e praticas de organização, mais próximas do cotidiano, menos contaminadas pelo hábito. A utilização de materiais de menor impacto, a reutilização daquilo que aparentemente já não serve para mais nada, são instrumentos pedagógicos importantes. A racionalidade e organização do uso de recursos materiais e financeiros garante um bom desafio para a criatividade ao mesmo tempo que imprimem um novo modo de pensar e fazer política.

Agora é a hora! Não podemos adiar a preservação ambiental como tema central no nosso projeto de desenvolvimento para o Brasil e do cotidiano de nossa militância. Agora e sempre é hora de lutar por ainda mais mudanças. A campanha nacional da JPT é a oportunidade para aquelas e aqueles que tem a vontade e a esperança de garantir o direito de sonhar com dias melhores. Da periferia do mundo – e de cada canto do país – a hora é agora, vamos soltar a nossa voz.

Marccella Berte é Coordenadora Nacional de Movimentos Sociais da JPT.

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sábado, 2 de maio de 2009

O lugar da esquerda é na Marcha da Maconha

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Por Ronaldo Pinto Junior

Entre os dias 02 a 09 de maio 13 capitais brasileiras estarão organizando a marcha da maconha. A marcha da maconha é um coletivo que tem como objetivo aglutinar e organizar fóruns e espaços de debates que além de fomentar a organização conduzam o debate para formulação de políticas públicas sobre a legalização da maconha e seus usos.

No último ano, a exploração da mídia e medidas judiciais repressivas colocou a marcha da maconha em evidência no cenário nacional. Embora a mídia conservadora não aprofunde o debate da legalização da maconha e as medidas judiciais tenham tido o objetivo de reprimir a livre organização da marcha, existe hoje um sentimento que o movimento tem crescido e pautado importantes debates Brasil afora.

Recentemente  o Ex-presidente FHC, em conjunto com César Gaviria (Ex-presidente da Colômbia) e Ernesto Zedillo (Ex-presidente do México), através da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, publicou um artigo defendendo a legalização da maconha para uso pessoal.

Gostaria aqui de levantar algumas questões sobre o posicionamento de FHC. Primeiramente é necessário, mais uma vez criticar o papel que a mídia jogou neste episódio. FHC foi rotulado como um dos pioneiros no debate da legalização da maconha, ignorando toda construção social que a marcha da maconha e outros coletivos do gênero acumularam no ultimo período. Se hoje o debate esta na pauta nacional, quem menos contribuiu para isso foi o Ex-presidente, diferentemente do que a maioria dos meios de comunicação tenta colocar na cabeça dos brasileiros.

Durante a gestão de oito anos de FHC muito pouco se fez pela causa. O SUS nunca apresentou uma política real de redução de danos e de recuperação de viciados em todos os tipos de drogas. A relação de FHC com os movimentos sociais, hoje pioneiros no debate da legalização da maconha sempre foi péssima, como é o caso da UNE que nunca foi recebida pelo Ex-presidente e ainda sofreu duros golpes como o PL das carteirinhas.

Por fim, a política que o partido do Ex-presidente implementa na ultima década vai em total desacordo com a bandeira da legalização da maconha. O Brasil, enquanto dirigido pelo PSDB sempre cumpriu um papel de capacho das potências mundiais, refletindo o debate reacionário imposto pelos EUA e pela ONU, principalmente desencadeando políticas repressivas de controle do tráfico, focando a ação do Estado sobre o usuário. Prova disso é a criação da 1ª Secretaria Municipal Anti-Drogas de Curitiba, uma das principais ”grandes ações da Prefeitura”, defendida durante campanha do tucano Beto Richa a prefeitura da capital paranaense. O governo de Goiás, quando dirigido pelos tucanos, matou mais jovens do que durante toda a ditadura militar através da polícia de elite que tinha como principal tarefa combater o tráfico e promover a segurança social.

Mais uma vez, FHC distorce a realidade e resume o debate da legalização da maconha somente sobre o foco da liberdade individual do usuário. Deixa de lado todo acúmulo que comprova que a maconha foi taxada como ilegal em nosso país por conta da pressão econômica imposta pelos EUA no começo do século XX (leia-se indústria do algodão, álcool e farmacêutica principalmente) , e pela perseguição a ritos culturais e religiosos onde se fazia o consumo da maconha, por conta da pressão da Igreja Católica.

Submeter o debate da legalização da maconha somente sobre a liberdade individual do usuário e deixar de lado debates como a produção e a comecialização da maconha é recuar sobre o que já acumulamos na luta pela legalização da maconha.

Diversos Movimentos Sociais e partidos de esquerda aprovaram resoluções sobre a legalização da Maconha, principalmente levando em consideração o acúmulo que movimentos como a marcha mundial da maconha produziu no ultimo período. Chegou à hora de mostrar que a luta se constrói na prática. Confira a agenda de mobilizações da Marcha da Maconha (www.marchadamaconha .org), pegue sua bandeira, sua faixa e ocupe as ruas das principais capitais do País para defender a liberdade de expressão e a legalização da maconha. Libertem as plantas!

Ronaldo Pinto Junior é Diretor de Assistência Estudantil da UNE e membro da Direção Nacional da Juventude do PT.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Os reflexos da crise econômica na juventude brasileira

Por Tales de Castro

É tempo de crise. Em todo mundo os governos implementam políticas de contenção daquilo que se chama recessão na economia.

Originada pelo sistema de especulação financeira, a crise econômica começa a apresentar seus reflexos na economia real da população. Desemprego, alta dos alimentos e combustíveis, são algumas reações provocadas pela irresponsabilidade da auto regulação do mercado. Dependente do humor financeiro dos especuladores, a economia mundial se vê hoje com a necessidade de rever sua própria dinâmica de funcionamento, já que forçados pelo atual conjuntura, até mesmo a elite, vem a defender a intervenção do Estado na economia.

A defesa desta intervenção sempre foi feita pelos movimentos sociais e partidos de esquerda, que propuseram ao longo da história a necessidade do Estado ser indutor das políticas sócio-econômicas. Esta proposição sempre visou que a economia fosse gerida a fim de atender as grandes demandas populares, na perspectiva da distribuição de renda para diminuição da pobreza e da desigualdade social.

Com sua linguagem falseada e sustentada pelos grandes meios de comunicação, a elite brasileira está organizada para levar suas “propostas” de contenção da crise a cabo. Flexibilização e cortes de gastos, são algumas das nomenclaturas mais usadas neste momento. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), por exemplo, alem de pedir ajuda financeira, entregou ao governo federal uma proposta de flexibilização das leis trabalhistas. Flexibilização que fundamentalmente se resume a redução dos salários dos trabalhadores. Ou seja, mais uma vez quem paga o pato são as classes de baixa renda, que em momento algum tiveram responsabilidade no surgimento desta crise.

No mesmo sentido a juventude de nosso país é afetada. Segmento que representa cerca de 40% da mão de obra no Brasil, hoje se vê mais uma vez nas mãos do sistema financeiro como objeto de garantia da continuidade do sistema capitalista.

Além disso, por conta da proliferação das universidades particulares realizada na década de 90, boa parte dos estudantes destas instituições corem grandes riscos de terem seus estudos parados, já que varias destas universidades, como a Unianhanguera, tem ações na bolsa de valores, que neste momento propõe corte de gastos em sua estrutura interna.

Jovens trabalhadores que lutam para concluir um curso superior, vêm suas vidas estudantis em risco por conta da gula financeira dos tubarões de ensino.

Neste sentido o movimento estudantil em conjunto com o movimento social, precisa organizar ações que embasadas numa proposta de contenção da crise, possa interferir diretamente pra que a juventude e o povo brasileiro não sejam obrigados a pagarem uma fatura que não são suas.

Mobilizações em torno de bandeiras concretas são fundamentais para que a classe trabalhadora, através dos movimentos sociais, seja ouvida neste momento.

Devemos ir para as ruas defender a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para que haja geração de emprego em nosso país na contraposição aos cortes de gastos (lê-se cortes de verbas para educação e saúde) propostos pela elite. Devemos ir para as ruas defender 10% do PIB para educação, pois é através da expansão da educação publica, gratuita, emancipadora e cidadã que vamos garantir o desenvolvimento de nosso país produzindo pesquisa, ciência e tecnologia para atender as demandas populares. Acima de tudo devemos ir paras as ruas defender MAIS ESTADO, para frear as conseqüências danosas da auto regulação do mercado.

A juventude brasileira precisa estar atenta a esta nova conjuntura, pois o nosso protagonismo irá derrotar de vez o neoliberalismo no mundo, influenciando para a construção de um novo modelo de sociedade.

A disputa de corações e mentes deve ser feita dia a dia, na busca da mudança de valores e da cultura, fazendo com que as pessoas cada vez mais defendam o meio ambiente e a vida em detrimento do capital.

Esta disputa é central para influenciarmos na construção de um país cada vez mais democrático e soberano, onde a juventude não seja refém daqueles que só pensam em seu próprio bem estar.

Tales de Castro é Vice Presidente da União Nacional dos Estudantes

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Não basta ser jovem, é preciso participar

Por João Paulo Mehl

É bastante contraditória a relação da juventude com a política. Enquanto, de um lado, percebemos uma apatia e uma descrença, rejeitando as práticas dos nossos representantes, por outro, a política ainda é considerada imprescindível para a conquista de uma vida melhor e para a garantia de direitos.

Claro que existem diversos problemas, evidenciados pelos desvios tornados cotidianos e pelos escândalos que assolam nossos noticiários. Mas é fundamental compreendermos que isso não é a política - isso é um recorte que a mídia nos oferece. E mais, é um recorte das práticas alguns dos nossos representantes, aqueles que elegemos com o nosso voto. Não é a política em si.

A política é muito mais ampla que os partidos, que os mandatários e que relatos feitos pela imprensa. A política diz respeito à vida em sociedade e é a regulação que deve garantir que não vivamos em um mundo selvagem, em que a lei do mais forte prevaleça. A política não é um fim, é um meio.

Nesse sentido, o homo sapiens é necessariamente um homo politicus, pois atuamos para alcançarmos uma sociedade com mais respeito, justiça, igualdade, liberdade. Este é o nosso fim e deve guiar nossas ações.
Quer dizer, dirigir-se à seção de votação no dia 5 de outubro é apenas uma parte do processo. É preciso antes disso, informar-se, conhecer as propostas e perceber se o candidato abre espaço para a participação do cidadão, se você será ouvido e se suas sugestões são levadas em consideração. Após o voto, cabe a cada um acompanhar os mandatos e cobrar dos representantes coerência com o plano que apresentou à população.

Só assim, com participação popular e com responsabilidade, é que poderemos construir uma nova prática política. E essas são as bandeiras que o PT tem levantado ao longo de seus 28 anos de história. Fortemente conectado com a história dos movimentos sociais, do sindicalismo e da luta dos trabalhadores, o PT sempre teve lado: o da sociedade brasileira e do interesse público.

Nossos parlamentares têm o compromisso de ser coerentes com essa história e é por isto que peço seu voto para o 13 do Partido dos Trabalhadores. Isto significa votar em pessoas que irão combater qualquer tipo de privilégio, disponibilizar informações, dar transparência aos gastos públicos, lutar pela democratização da sociedade e atender aos interesses da população.

Ouse melhorar Curitiba nessas eleições. Vote 13, vote PT!

E para a prefeitura vote Gleisi Prefeita 13!

*João Paulo Mehl é secretário de organização do Partido dos Trabalhadores de Curitiba

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