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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

JPT manifesta apoio a Vannuchi e ao III Plano Nacional de Direitos Humanos

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A juventude do PT vem manifestar publicamente apoio integral ao III Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH 3, programa lançado pelo Governo Federal no dia 21 de dezembro de 2009.

O Programa é celebrado nesta nota porque abrange textos que atendem a reivindicações dos movimentos sociais em especial os movimentos de direitos humanos. O PNDH 3 representa uma vitória das liberdades fundamentais, uma conquista notável da democracia brasileira e precisa ser fortemente defendido pelo povo brasileiro.

Todo apoio à liderança do ministro Paulo Vannuchi, a frente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que desenvolveu este plano de forma amplamente transparente e participativa e aprovados por 31 dos 37 ministérios.

Este plano foi também aprovado na 11ª Conferencia Nacional dos Direitos Humanos.e expressa o desejo histórico dos amplos movimentos sociais  e assume a bandeira dos Direitos Humanos em sua universalidade, interdependência e indivisibilidade como política pública; expressa avanços na efetivação dos compromissos constitucionais e internacionais com direitos humanos, incorpora tratados dos quais o brasil é signatário e conceitos da ONU, como a plataforma Dhesca  (direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais).

Celebramos o plano porque são legítimas as defesas pela democratização dos meios de comunicação; a descriminalização o aborto; a afirmação do Estado laico, a realização de audiências públicas antes de concessão de liminares de reintegração de posse de fazendas ocupadas; à união civil e o direito à adoção aos casais LGBT; à taxação de grandes fortunas; o acompanhamento da rotulagem de transgênicos; a incorporação de sindicatos no processo de licenciamento de empresas e a regulação da profissão de prostituta.

Em especial, no âmbito da luta dos movimentos juvenis, o plano trás a instituição da Comissão Nacional de Verdade para examinar as violações de direitos humanos praticados durante a ditadura militar, assim como a proibição de homenagens à pessoas que tenham cometido crimes de lesa-humanidade, bem como a mudança de denominação de ruas e avenidas. É direito a memória e à verdade. Nenhum acordo decente em relação a este Plano pode ser feito à custa da dignidade humana.

A JPT repudia as reações contra o PNDH 3, pois estão cheias de conhecidas motivações conservadoras. Muitas das diretrizes q estão no texto só irão ser colocadas em prática a partir da aprovação de projetos específicos no congresso. E outras diretrizes são  já são políticas em funcionamento, por exemplo as contidas no PRONASCI - Programa Nacional de Segurança e Cidadania, como  as intervenções nos territórios da cidadania, que atendem principalmente jovens em situação de vulnerabilidade.

Estas resistências provam que vários setores da sociedade brasileira se recusam a tomar os direitos humanos como compromissos efetivos tanto do Estado, quanto da sociedade e de cada pessoa. Não podemos aceitar que acusem o programa de peça autoritária. Os direitos humanos não pode mais ser visto como uma pasta isolada, mas como uma série de conceitos que norteiam toda a política de Estado.

O congresso já está sendo chamado a participar nos pontos em que há proposta de mudança de lei. A juventude do PT propõe a ampla mobilização social pela defesa integral da terceira edição do Plano Nacional dos Direitos Humanos para a consolidação das intenções contidas no plano na história da democracia brasileira.

Juventude do Partido dos Trabalhadores

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